O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin como seu companheiro de chapa para as eleições de 2026 durante a primeira reunião ministerial do ano, realizada em 31 de outubro. No encontro, Lula se despediu dos ministros que deixarão seus cargos para concorrer ao pleito, que ocorrerá em 4 de outubro.
Lula criticou a atual dinâmica da política brasileira, apontando que a atividade política se transformou em um 'negócio' com altos custos. Ele mencionou o exemplo de que um deputado federal não será eleito por menos de 50 milhões de reais, o que, segundo ele, representaria uma séria degradação da política brasileira.
A reunião também destacou que 18 dos 37 ministros manifestaram a intenção de se afastar para se candidatar. A legislação exige que políticos se afastem até seis meses antes do primeiro turno, com o prazo final para a desincompatibilização sendo 4 de abril de 2026. No entanto, presidente e vice-presidente não precisam renunciar para buscar a reeleição.
Lula anunciou que não fará novas nomeações, optando por manter a equipe atual, onde secretários executivos assumirão as responsabilidades das pastas. Por exemplo, Dario Durigan assumiu o Ministério da Fazenda após a saída de Fernando Haddad.
A confirmação de Alckmin na chapa ao lado de Lula reforça a estratégia de união entre antigos adversários, que demonstrou ser eficaz nas eleições de 2022. A continuidade de Alckmin é vista como uma tentativa de garantir estabilidade e apoio político mais amplo, aproveitando sua experiência na gestão federal.
Com a saída dos ministros e a chapa definida, o governo se prepara para um intenso período de gestão e campanha. A confiança na equipe atual é considerada crucial para a continuidade das políticas públicas e para o cumprimento dos objetivos do mandato, enquanto a corrida eleitoral de 2026 se aproxima.




