Uma ação da Polícia Civil realizada nesta terça-feira (29) terminou com a prisão de um homem investigado por aplicar golpes virtuais em Campos dos Goytacazes, utilizando o esquema da “falsa central bancária”, prática que vem gerando prejuízos elevados em diferentes regiões do país.
Segundo a Polícia Civil, a operação foi resultado de um trabalho integrado entre equipes do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul. Com base em investigação de inteligência e cruzamento de dados, os agentes localizaram o suspeito em uma residência no Parque Aurora, onde foi cumprido um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Pelotas (RS).
A ação foi conduzida por policiais da 134ª DP/Centro, sob coordenação do delegado titular Carlos Augusto, com apoio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM-Campos) e da 146ª DP/Guarus. Após a prisão, o homem foi levado para a delegacia, passou pelos procedimentos legais e permanece à disposição da Justiça.
As investigações apontam que o grupo criminoso utilizava técnicas de engenharia social para enganar vítimas. Os golpistas se passavam por funcionários de instituições financeiras e entravam em contato alegando supostas irregularidades nas contas.
A partir disso, convenciam as vítimas a realizar transferências, principalmente via Pix, sob o pretexto de proteger os valores. Na prática, o dinheiro era direcionado para contas controladas pela quadrilha.
O caso que deu origem à investigação envolve uma médica de Pelotas, no Rio Grande do Sul, que sofreu um prejuízo de cerca de R$ 331 mil após cair no golpe.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo atuava de forma organizada, com divisão de funções entre os integrantes, incluindo o contato com vítimas e a movimentação dos valores obtidos.
Durante a operação, também foram bloqueadas contas bancárias ligadas ao esquema e realizado o sequestro de valores. Além disso, os agentes apreenderam celulares, computadores e documentos que serão analisados para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos.
As autoridades continuam apurando o caso para mapear a atuação completa da quadrilha, que pode ter feito vítimas em outros estados.




