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OMS registra 139 mortes suspeitas por ebola na África

© REUTERS/Goran Tomasevic/Proibida reprodução

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que há quase 600 casos suspeitos e 139 mortes suspeitas devido a surtos de ebola na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda. Até o momento, 51 casos foram confirmados em duas províncias ao norte da RDC, embora a OMS reconheça que a magnitude do surto pode ser maior do que os dados mostram.

Em Uganda, dois casos foram confirmados na capital Kampala, ambos envolvendo pessoas que estiveram na RDC. Um dos pacientes faleceu, enquanto o outro, um cidadão norte-americano, foi transferido para a Alemanha.

Durante uma coletiva de imprensa, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, expressou preocupação com o aumento potencial de casos e mortes na região. Ele mencionou que os números devem crescer devido ao tempo que o vírus circulou antes do reconhecimento do surto.

Tedros também destacou a ocorrência de casos em áreas urbanas, especialmente na RDC, e a infecção entre profissionais de saúde. Outro fator de risco é o deslocamento significativo de pessoas na região, especialmente na província de Ituri, que enfrenta intensificação de conflitos.

O diretor-geral informou que os surtos são causados pelo vírus Bundibugyo, que não possui vacina ou tratamento aprovados. Ele afirmou que a OMS está apoiando as autoridades locais com pessoal, suprimentos e recursos financeiros.

Recentemente, autoridades sanitárias da RDC emitiram um alerta sobre um surto de alta mortalidade em Mongbwalu, na província de Ituri. Após testes laboratoriais, o Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica confirmou a presença do vírus em oito das 13 amostras analisadas.

Na sexta-feira passada, o Ministério da Saúde Pública da RDC declarou oficialmente o 17º surto de ebola no país. Simultaneamente, Uganda confirmou a ocorrência de um surto, identificando um caso importado de um congolês que faleceu em Kampala.

O diretor-geral da OMS classificou os surtos na RDC e em Uganda como uma emergência de saúde pública de importância internacional.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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