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Peru vai às urnas para escolher 9º presidente em 10 anos de crise política

Redação07/06/2026 às 10:43Redação07/06/26 10:43
© REUTERS/Alessandro Cinque/Proibida reprodução

Neste domingo (7), aproximadamente 27 milhões de eleitores do Peru votam para eleger o nono presidente do país em uma década marcada por instabilidade política. Desde 2016, o país viu dois presidentes renunciarem e seis serem destituídos pelo parlamento.

No segundo turno, a candidata da direita, Keiko Fujimori, que obteve 17,1% dos votos no primeiro turno, compete com o candidato da esquerda, Roberto Sánchez Palomino, que recebeu 12,0% dos votos.

Analistas apontam incertezas sobre o resultado da eleição, apesar da vantagem de Fujimori no primeiro turno. A polarização política é um tema central, especialmente devido ao legado do ex-presidente Alberto Fujimori, pai de Keiko.

Roberto Sánchez, aliado do ex-presidente Pedro Castillo, promete reformar a Constituição e expandir os direitos sociais. Ele busca representar o voto rural, que é difícil de mensurar nas pesquisas.

Pedro Castillo, que venceu Fujimori em 2021, foi destituído e preso por tentativa de golpe de Estado. Para seus apoiadores, ele foi alvo da oposição no parlamento, que não aceitou sua representação dos eleitores rurais e indígenas.

A eleição também pode afetar as relações geopolíticas da América Latina, especialmente em relação aos Estados Unidos. A vitória de Fujimori pode levar a um alinhamento mais próximo com o país, enquanto a vitória de Sánchez pode não alterar a posição do Peru em relação a Washington.

O último presidente a cumprir um mandato completo foi Ollanta Humala, que enfrentou um escândalo de corrupção. Atualmente, ele cumpre pena de 15 anos por lavagem de dinheiro. Pedro Castillo, por sua vez, foi condenado a mais de 11 anos de prisão.

Após a destituição de Castillo, a vice-presidente Dina Boluarte assumiu o cargo, mas sua gestão foi marcada por repressão a manifestações, resultando em 49 mortes, segundo a Anistia Internacional. Ela foi destituída em outubro de 2025, e José Jerí assumiu interinamente, mas sua gestão durou apenas quatro meses.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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