O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de 48 horas para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre a arma apreendida com um dos seguranças do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão ocorreu um dia após Bolsonaro confirmar que possui o armamento durante depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal.
Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, explicou que reside com sua esposa, Michelle Bolsonaro, sua enteada e filha, e justificou a necessidade da arma. Moraes observou que a declaração do ex-presidente pode indicar uma falta grave no cumprimento da prisão domiciliar, conforme a Lei de Execução Penal, que considera crime a posse indevida de arma.
O ministro enfatizou a importância da PGR avaliar se o caso da arma pode influenciar a renovação da prisão domiciliar de Bolsonaro, que terá seu prazo de 90 dias encerrado nesta quinta-feira (25). Na semana anterior, um segurança do ex-presidente foi abordado em uma blitz em Brasília com a arma, alegando que a levaria para conserto.
Moraes também solicitou explicações sobre a solicitação de reparo da arma feita pouco antes do término do período da prisão domiciliar.




