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PF aponta que codinome “Barba”, atribuído a Rodrigo Bacellar, recebeu quase R$ 4 milhões de Adilsinho

Redação03/07/2026 às 09:28Redação03/07/26 09:28

O codinome “Barba”, que segundo a investigação da Polícia Federal seria uma referência ao ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), aparece em planilhas apreendidas com o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho. Os registros indicam pagamentos que somam R$ 3,925 milhões, de acordo com informações divulgadas pelo g1, em reportagem do colunista Octavio Guedes.

As anotações fazem parte das investigações da Polícia Federal sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à organização criminosa comandada por Adilsinho. Conforme a apuração, o grupo utilizava codinomes para identificar pessoas que apareciam nos registros financeiros, e “Barba” seria o nome utilizado para se referir a Rodrigo Bacellar.

Segundo os documentos analisados pelos investigadores, foram registrados três pagamentos em espécie, sem indicação do ano em que ocorreram: R$ 2 milhões em julho, R$ 925 mil em agosto e R$ 1 milhão em setembro.

A investigação também aponta que Adilsinho classificava políticos investigados como “clientes” em seus controles internos, registrando pagamentos realizados por depósitos, transferências bancárias ou dinheiro em espécie. No caso do codinome “Barba”, os valores teriam sido entregues exclusivamente em dinheiro vivo.

As informações vieram a público durante a quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (2). A ofensiva busca aprofundar a apuração sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo integrantes da organização criminosa.

Na mesma operação, foi preso o pastor Márcio Poncio. Também foram expedidos mandados relacionados ao próprio Adilsinho e ao ex-deputado estadual Marcos Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral. Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), também foram autorizados mandados de busca e apreensão e o bloqueio de bens e valores de até R$ 22 milhões.

Defesa nega envolvimento

Em nota, a defesa de Rodrigo Bacellar afirmou que o ex-presidente da Alerj não possui qualquer ligação com os fatos investigados e negou ter praticado qualquer ato para favorecer organizações criminosas ou dificultar investigações.

Os advogados sustentam que a documentação apresentada ao processo demonstra a inexistência de vínculo entre Bacellar e as acusações e afirmam que sua atuação pública sempre ocorreu dentro da legalidade.

A defesa de Adilsinho também nega as acusações apresentadas pela Polícia Federal.

Com informações do g1.

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