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Operação Ouroboros: presidente do Instituto Rio Metrópole é preso por suspeita de esquema de R$ 86 milhões

Redação09/07/2026 às 08:45Redação09/07/26 08:45
Reprodução Rede Globo

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quinta-feira (9), a Operação Ouroboros para desarticular um suposto esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM). As investigações apontam que contratos considerados irregulares somam cerca de R$ 86 milhões e que parte dos recursos teria sido retirada em dinheiro vivo por integrantes da organização.

Entre os presos está o presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê. Até o momento, cinco pessoas foram detidas durante o cumprimento de seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão expedidos pela Justiça.

Segundo o Ministério Público, o grupo é suspeito de integrar uma organização criminosa envolvida em crimes como corrupção passiva, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.

As investigações indicam que Caroline Soares Barros, apontada como a “Mulher da Mala”, exercia simultaneamente a função de fiscal de contratos do IRM e presidia o Instituto BIO, entidade que, segundo os promotores, era utilizada para receber os recursos antes dos saques em espécie. O dinheiro, ainda conforme a apuração, era transportado com escolta armada.

Também foi presa Amanda Íthala Santos da Paschoa, gestora de contratos do instituto e responsável por suceder Caroline na fiscalização dos contratos investigados.

Outro alvo da operação é Maurício Silva Knoploch, diretor de Planejamento e Projetos do IRM, integrante da comissão de licitação e pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL). Ele é considerado foragido até o momento.

Entre os investigados está ainda Franquis Dias Nepomuceno, diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado do IRM e delegado da Polícia Civil. Conforme o MPRJ, ele atuava como ordenador de despesas e mantinha o controle do grupo RioForte, empresa que realizaria a escolta dos valores.

Já Marcelo Lopes da Silva, procurador do Estado e responsável pela Procuradoria-Geral do IRM, é acusado de emitir pareceres jurídicos que, segundo a investigação, deram respaldo às contratações e a um reajuste considerado irregular.

Ao todo, 11 pessoas foram denunciadas pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf), que conduz a investigação.

Com informação de O Globo e g1.

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