Eduardo Bolsonaro pode perder o cargo de escrivão da Polícia Federal após a corporação concluir um processo administrativo disciplinar e recomendar sua demissão ao Ministério da Justiça. O caso envolve faltas não justificadas na delegacia de Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio.
A recomendação ainda não representa a demissão definitiva. A decisão caberá ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, responsável por analisar o relatório e decidir sobre o desligamento.
Servidor concursado da PF desde 2010, Eduardo estava licenciado da carreira policial para exercer o mandato de deputado federal. Após perder o cargo na Câmara, em dezembro de 2025, também por excesso de faltas, ele deveria retornar às atividades na unidade de Angra dos Reis.
Como permaneceu nos Estados Unidos, onde vive desde março de 2025, as ausências passaram a ser registradas como não justificadas. Em fevereiro, a PF determinou o afastamento preventivo do ex-deputado enquanto o processo administrativo era analisado. Ele também foi orientado a entregar a carteira funcional e a arma institucional.
Eduardo afirma que deixou o Brasil por sofrer perseguição política. Nesta semana, recebeu do governo de Donald Trump um green card, documento que garante residência permanente nos Estados Unidos.
Na Justiça, o ex-deputado foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal pelo crime de coação no curso do processo. O caso envolve tentativas de pressionar autoridades estrangeiras para influenciar processos em andamento no Brasil.
Com informações do portal g1.






