O governo brasileiro manifestou repúdio à revogação do visto da embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti, anunciada pelos Estados Unidos. A justificativa do país norte-americano foi a demora do Brasil em responder à solicitação de aprovação diplomática do indicado do governo Trump para a embaixada dos EUA no Brasil.
O governo brasileiro contestou as alegações, considerando-as falsas. Em nota da Secretaria de Comunicação da Presidência, foi afirmado que os EUA violaram a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas ao divulgar o nome do indicado antes da anuência do Brasil, que ainda analisa o pedido.
O governo brasileiro destacou que não existe um prazo estipulado pela Convenção de Viena para a concessão do agrément. Além disso, mencionou a negativa dada a dois funcionários dos EUA, alegando que a presença deles no Brasil poderia comprometer a integridade do sistema eleitoral do país.
A nota do governo afirmou que a decisão é parte de uma série de medidas hostis contra o Brasil, motivadas por razões ideológicas. O Palácio do Planalto lembrou que alguns membros do governo e do STF ainda estão sob sanções da Lei Magnitsky, impostas pelos EUA em resposta a ações de Jair Bolsonaro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem buscado o diálogo e a resolução de conflitos entre os dois países, tendo solicitado ao presidente Trump, em visita a Washington, a revisão das sanções individuais.






