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Polícia Civil registrou 782 mil atendimentos a mulheres em 2025

Redação09/08/2026 às 10:13Redação09/08/26 10:13
© José Cruz/Agência Brasil

Em 2025, as unidades especializadas no Atendimento à Mulher da Polícia Civil em todo o Brasil realizaram 782.474 atendimentos, que incluíram casos de ameaça, lesão corporal, injúria, importunação sexual, estupro e feminicídio.

O total de 329.451 vítimas atendidas indica que muitas mulheres necessitaram de mais de um atendimento. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública no 10º Diagnóstico Nacional das Unidades de Polícia Civil Especializadas no Atendimento às Mulheres.

O levantamento, que coincide com os 20 anos da Lei Maria da Penha, abrange informações de 530 das 585 unidades no país. A Região Sudeste apresentou o maior número de vítimas, com 125.769 atendimentos, o que corresponde a 47,8% do total nacional.

As regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Norte tiveram 53.067, 43.662, 21.087 e 19.712 vítimas, respectivamente. São Paulo registrou a maior quantidade de atendimentos, com 84.103 vítimas.

O tipo de ocorrência mais frequente foi a ameaça, com 148.544 casos, seguida por lesão corporal e injúria, com 99.473 e 88.739 registros, respectivamente. O estudo também apontou aumentos significativos em casos de perseguição e violência psicológica em comparação com 2023.

Os atendimentos resultaram em 302.626 pedidos de medidas protetivas de urgência, sendo 118.672 concedidas, das quais 38.214 foram descumpridas pelos agressores.

As unidades de atendimento foram criadas em 1985, com a primeira Delegacia Especializada no Atendimento às Mulheres em São Paulo. Atualmente, existem 585 unidades com aproximadamente 6.200 profissionais atuando.

O diagnóstico também destaca desafios, como o fato de 80% das unidades não funcionarem 24 horas, além de carências em recursos de investigação, viaturas e materiais de menor potencial ofensivo.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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