O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial para renegociar aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas. O processo envolve dez empresas da holding, entre elas operações ligadas às marcas Casas Bahia, Ponto e Extra.com.
A recuperação judicial não significa falência nem encerramento imediato das atividades. A companhia informou que pretende manter lojas, vendas e atendimento enquanto negocia um plano de pagamento com credores, fornecedores e trabalhadores.
A situação financeira se agravou após uma sequência de resultados negativos. No segundo trimestre de 2026, o grupo registrou prejuízo líquido de cerca de R$ 10 bilhões. A empresa também enfrenta restrição de crédito, juros elevados e dificuldades acumuladas desde a expansão do comércio eletrônico durante a pandemia.
O pedido ocorre depois de uma reestruturação iniciada em 2023 e de uma recuperação extrajudicial realizada em 2024. O grupo confirmou o fechamento de quase 300 lojas e cortes no quadro de funcionários, medidas que deverão continuar sendo acompanhadas durante o processo.
As ações da companhia caíram cerca de 33% na segunda-feira (17), primeiro pregão após o anúncio. Para os consumidores, a informação disponível até agora é que as vendas e os serviços continuam funcionando normalmente. Mudanças futuras dependerão das decisões da Justiça e do plano que será apresentado aos credores.
Com informações de CNN Brasil, Folha de S.Paulo, UOL e Grupo Casas Bahia.




