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PF deflagra operação contra fraudes bancárias em Maricá e São Gonçalo

Operação Fluxo Oculto investiga esquema envolvendo contas de beneficiários de programas sociais; análise financeira identificou movimentações que chegaram a R$ 2,18 milhões.

Redação•30/09/2026 às 17:40Redação•30/09/26 17:40

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (30), a Operação Fluxo Oculto para investigar um grupo suspeito de envolvimento em fraudes bancárias eletrônicas contra contas de beneficiários de programas sociais. Três mandados de busca e apreensão são cumpridos em Maricá e São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

A ação é conduzida por agentes da Delegacia da Polícia Federal em Niterói, com apoio da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.

A investigação teve início após informações encaminhadas à PF por meio da Base Tentáculos, sistema utilizado no enfrentamento a fraudes bancárias. Segundo a corporação, foram detectadas dezenas de transferências consideradas fraudulentas, que inicialmente somavam mais de R$ 124 mil.

A apuração também identificou contas que teriam sido utilizadas para concentrar e posteriormente redistribuir os recursos. A suspeita é de que o dinheiro circulasse por diferentes contas antes de chegar aos destinatários finais.

Durante a análise financeira, os investigadores encontraram movimentações superiores aos valores inicialmente relacionados às fraudes. Uma das estruturas financeiras investigadas registrou aproximadamente R$ 2,18 milhões em transações no período analisado. Em outra conta, as movimentações ultrapassaram R$ 390 mil em um intervalo considerado curto pela investigação.

De acordo com a PF, foram verificadas ainda transferências sucessivas entre contas dos próprios investigados e de terceiros. Esse fluxo é apurado como possível mecanismo para dificultar o rastreamento da origem e do destino do dinheiro.

Com as buscas realizadas em Maricá e São Gonçalo, os agentes pretendem recolher celulares, computadores, mídias digitais, documentos e outros materiais que possam ajudar a identificar os responsáveis pela operação das contas, reconstruir o caminho dos recursos e apontar eventuais outros envolvidos.

Os investigados poderão responder, em tese, por estelionato qualificado mediante fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de capitais. A apuração também poderá identificar outros delitos.

Com informações da Polícia Federal.

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