Milhões de torcedores do Flamengo deixaram de lado as preocupações cotidianas para celebrar a conquista do tetracampeonato da Libertadores. O gol decisivo de Danilo no Estádio Monumental de Lima, no Peru, no sábado, 29 de novembro, deflagrou uma onda de alegria que culminou em uma grande festa no centro do Rio de Janeiro no domingo, 30 de novembro.
No coração da cidade, centenas de milhares de torcedores, auto intitulados “Nação”, se reuniram para celebrar com os jogadores, que retribuíram o carinho a bordo de um caminhão do Corpo de Bombeiros. A multidão, que enfrentou sol forte e longas horas de espera, tomou as ruas Primeiro de Março e Avenida Presidente Antônio Carlos, demonstrando o poder de mobilização do futebol.
Para alguns, a vitória do Flamengo representou um alívio em meio a momentos difíceis. Eduardo Ferreira Henrique e Valéria Nunes Domingos, moradores do Cosme Velho, celebraram não apenas o título, mas também o resultado negativo de um exame que descartou a suspeita de câncer em Valéria. O casal destacou a união e a alegria proporcionadas pelo futebol, afastando a violência e promovendo a confraternização.
Outros vieram de mais longe para participar da festa. Andressa Vitória, moradora de São Gonçalo, viajou com a família e chegou ao centro do Rio por volta das 9h, horas antes da chegada dos jogadores. Ela compartilhou que a emoção da vitória foi um alívio para sua crise de ansiedade e ressaltou como o futebol une as pessoas, criando laços de amizade e formando verdadeiras famílias.
Eusébio Carlos André, residente em Resende, viajou 170 quilômetros para participar da celebração. Otimista, ele já havia se programado para o evento, antecipando a possível conquista. Eusébio acredita que o futebol traz alegria e leveza à vida, beneficiando a todos, desde o trabalhador até o pai de família. Ele também enfatizou o caráter democrático do esporte, unindo pessoas de diferentes classes sociais e origens.
Maurício Braz e Flávia Torres, vindos de Magé, levaram o pequeno João Vicente, de apenas 9 meses, para a festa. Maurício explicou que a paixão pelo Flamengo é uma tradição familiar, passada de geração em geração. Ele vestiu o filho com uma camisa que guarda desde 1995, simbolizando a continuidade do amor pelo clube.
Hélio Marcos Ferreira Chaves, embora não estivesse acompanhado dos filhos como nas comemorações anteriores, prometeu estar com eles na próxima quarta-feira, quando o Flamengo enfrenta o Ceará pelo Campeonato Brasileiro, buscando mais um título.
A celebração no Rio de Janeiro demonstrou a força do futebol como fenômeno de massa, capaz de mobilizar paixões, unir pessoas e trazer alegria em meio às dificuldades. O título da Libertadores se tornou um motivo de festa para famílias inteiras, que se reuniram para celebrar e reafirmar seu amor pelo Flamengo.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br




