O Tesouro Nacional divulgou nesta sexta-feira (26) que o Tesouro Direto, programa do governo federal, movimentou R$ 6,193 bilhões em vendas de títulos no mês de novembro. No mesmo período, os resgates totalizaram R$ 3,367 bilhões, sendo R$ 3,058 bilhões correspondentes a recompras antecipadas e R$ 308,8 milhões a vencimentos de títulos. Com isso, as emissões líquidas do programa atingiram R$ 2,826 bilhões no mês passado.
O programa registrou um crescimento significativo no número de participantes. Em novembro, 204.152 novos investidores cadastraram-se. O total de investidores inscritos chegou a 33.970.911, representando um aumento de 11,2% nos últimos doze meses. Os investidores ativos, que possuem operações em aberto, somaram 3.309.305, com um crescimento de 19,2% no ano e um incremento de 51.511 pessoas em novembro.
A preferência por investimentos de menor valor é notável, com 81,6% das 802.806 operações de venda realizadas em novembro sendo de até R$ 5 mil. As aplicações de até R$ 1 mil representaram 59,3% do total, e o valor médio por operação ficou em R$ 7.715,21. Entre os tipos de títulos, os atrelados à taxa Selic foram os mais procurados, correspondendo a 57,4% das vendas, impulsionados pela elevação da taxa básica de juros para 15% ao ano. Os papéis corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tiveram 31,9% das vendas, e os prefixados representaram 10,7%.
Ao final de novembro, o estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 205,4 bilhões, refletindo um aumento de 2,2% em relação a outubro e de 36,2% na comparação com novembro do ano anterior. Quanto aos prazos, 42% das vendas foram de títulos com vencimento em até cinco anos, e 42,3% para aqueles com prazo entre cinco e dez anos. Títulos com vencimento acima de dez anos somaram 15,7% das vendas.
Criado em janeiro de 2002, o Tesouro Direto tem como objetivo democratizar o acesso a títulos públicos para pessoas físicas, permitindo a compra online diretamente do Tesouro Nacional, sem a necessidade de intermediários financeiros. Este mecanismo é fundamental para o governo captar recursos, cumprir compromissos e pagar dívidas, oferecendo aos investidores retornos que variam conforme indicadores como Selic, inflação, câmbio ou taxas predefinidas, mediante o pagamento de uma taxa semestral à B3, a bolsa de valores brasileira, pela custódia dos títulos.




