Em 17 de janeiro de 2021, o Brasil começou a vacinação contra a covid-19, após a aprovação emergencial de duas vacinas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A enfermeira Mônica Calazans foi a primeira pessoa a receber a vacina, escolhida por ter participado dos ensaios clínicos da Coronavac.
Mônica, que trabalhava no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, expressou emoções ao receber a vacina, ressaltando a esperança que aquele momento representava em meio à pandemia. No dia seguinte, a vacinação começou em todo o país, com a distribuição de 6 milhões de doses da Coronavac, produzidas na China e importadas pelo Instituto Butantan.
A campanha de vacinação priorizou trabalhadores da saúde, idosos, pessoas com deficiência em instituições e indígenas, no momento em que a variante Gama do coronavírus estava em alta. Apesar do número limitado de doses, a imunização avançou e, conforme dados do Observatório Covid-19 Brasil, a partir de abril de 2021, as hospitalizações e mortes entre idosos começaram a diminuir.
Em um ano, 339 milhões de doses foram aplicadas, alcançando 84% da população brasileira. Estima-se que a vacinação preveniu 74% dos casos graves e 82% das mortes esperadas. Contudo, um estudo indicou que 104 mil hospitalizações e 47 mil mortes poderiam ter sido evitadas se a vacinação tivesse iniciado mais cedo.
Paola Falceta, da Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas da Covid-19, afirmou que sua mãe, falecida em janeiro de 2021, está entre as estatísticas de vidas que poderiam ter sido salvas, atribuindo o atraso no início da vacinação à negligência do governo da época.




