A Polícia do Vale do Tâmisa confirmou nesta quinta-feira (19) a prisão de um homem na casa dos 60 anos, em Norfolk, suspeito de má conduta em cargo público. Segundo veículos britânicos como a BBC e o The Guardian, trata-se de Andrew Mountbatten-Windsor, ex-príncipe e irmão mais novo do Rei Charles III.
De acordo com a polícia, o nome do detido não foi divulgado oficialmente “conforme as diretrizes nacionais”, sob o argumento de preservar a integridade e a objetividade das investigações. Além da prisão, agentes realizaram buscas em endereços localizados em Berkshire e Norfolk. O suspeito permanece sob custódia.
Relatos da imprensa local indicam que viaturas descaracterizadas estiveram em Wood Farm, na propriedade de Sandringham, residência atual de Andrew.
Suspeitas envolvem troca de documentos com Jeffrey Epstein
As investigações apuram a suspeita de que Andrew teria encaminhado documentos confidenciais do governo britânico ao financista norte-americano Jeffrey Epstein, apontado como líder de uma rede de prostituição e exploração sexual.
Conforme reportado pela Reuters, documentos tornados públicos recentemente indicam que, em 2010, Andrew teria enviado relatórios comerciais confidenciais relacionados ao Vietnã, Cingapura e outros países visitados por ele durante missões oficiais, quando atuava como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional.
Além de menções frequentes nos arquivos divulgados, o ex-príncipe também aparece em imagens consideradas comprometedoras ao lado de jovens supostamente menores de idade. O contexto dessas fotos não foi esclarecido pelas autoridades.
Andrew, que completa 66 anos nesta quinta-feira, nega as acusações.
Histórico recente e perda de título
Em outubro de 2025, o Rei Charles III retirou oficialmente o título de príncipe do irmão, após o avanço das denúncias relacionadas ao caso Epstein. Andrew também deixou a residência que ocupava em Windsor.
Após a confirmação da prisão, Charles declarou ter recebido a notícia com “profunda preocupação”. Em comunicado, afirmou que o caso deverá seguir o devido processo legal.
“O que se segue agora é o devido processo legal, justo e adequado, pelo qual esta questão será investigada da maneira apropriada e pelas autoridades competentes. A lei tem que seguir seu curso”, declarou o monarca.
Crédito: Com informações da Agência Brasil e Reuters



