No Dia Internacional das Mulheres, uma marcha na Praia de Copacabana, Rio de Janeiro, reuniu milhares de mulheres para protestar contra o feminicídio e outras formas de violência de gênero. As manifestantes também pediram mais investimentos em políticas públicas voltadas para a igualdade.
Diversas representantes de coletivos feministas leram um manifesto que incluía reivindicações como a criminalização de grupos que promovem ódio às mulheres, aumento nas licenças-maternidade e paternidade, criação de linhas de crédito para mulheres empreendedoras e espaços educacionais inclusivos para crianças com deficiência. A proposta de acabar com a jornada de trabalho 6×1 também foi destacada.
O foco principal da manifestação foi o combate à violência de gênero, com menções a casos recentes, como a morte de Tainara Souza Santos e um estupro coletivo em Copacabana. As participantes entoaram uma paródia da música "Eu quero é botar meu bloco na rua", pedindo por segurança nas ruas e em casa.
Uma faixa carregada por um grupo de participantes exibia a frase "Juntas somos gigantes", enquanto uma performance relembrava as vítimas da violência de gênero. Mulheres de diferentes gerações participaram do ato, incluindo Rachel Brabbins e sua filha Amara, que carregava um cartaz com a mensagem "Lute como uma menina".
Silvia de Mendonça, militante desde a década de 80, também esteve presente, vestindo uma bandeira com o rosto da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018. Ela destacou a importância de Marielle como símbolo de resistência contra a violência.
As organizadoras do ato convidaram homens a se juntarem à luta. Thiago da Fonseca Martins participou da marcha com seu filho e enfatizou a necessidade de promover a igualdade desde a infância. Rita de Cássia Silva também destacou a importância da educação para mudar a cultura misógina que persiste ao longo das gerações.



