O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), anunciou nesta segunda-feira (23) a renúncia ao cargo, um dia antes da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode resultar na cassação de seu mandato e na inelegibilidade por até oito anos. A decisão foi oficializada durante uma cerimônia no Palácio Guanabara, sede do governo estadual, em meio ao cenário de pressão política e jurídica provocado pelo processo eleitoral.
A saída de Castro ocorre em um momento decisivo e altera diretamente o comando do Executivo fluminense. Com a vacância dos cargos de governador e vice, a Constituição determina a realização de eleição indireta pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Caberá aos deputados estaduais escolher o novo governador que ficará responsável por cumprir o mandato tampão até 31 de dezembro de 2026.
O julgamento no TSE. será retomado nesta terça-feira (24) e analisa acusações que podem levar à cassação do mandato e à inelegibilidade do ex-governador. A renúncia, nesse contexto, antecipa os desdobramentos políticos do processo e reposiciona o cenário eleitoral no estado do Rio de Janeiro.
Durante o discurso de despedida, Castro afirmou que deixa o cargo para buscar novos projetos políticos e confirmou a intenção de disputar uma vaga no Senado nas eleições deste ano. Ele declarou que encerra o mandato com sensação de dever cumprido e citou dados de aprovação e desempenho eleitoral ao longo de sua trajetória.
Ao apresentar um balanço da gestão, o ex-governador destacou ações principalmente na área de segurança pública, como operações policiais, aquisição de equipamentos e medidas voltadas à valorização das forças de segurança. Ele também reconheceu desafios enfrentados ao longo do governo, mas afirmou que houve avanços durante sua administração.
A renúncia ocorre em meio a um ambiente de instabilidade política no estado e transfere para a Alerj a responsabilidade de definir, de forma indireta, o novo chefe do Executivo fluminense, que conduzirá o governo até o fim do atual ciclo administrativo.
Com informações de G1




