O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia deve ser assinado nos próximos dias, com expectativa de que entre em vigor ainda em 2026.
Em entrevista à imprensa, Alckmin explicou que é necessário que o Parlamento Europeu e os Congressos de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai aprovem o pacto. Ele destacou que a sociedade se beneficiará com produtos mais acessíveis e de maior qualidade.
Alckmin mencionou que, se o Congresso Brasileiro votar no primeiro semestre, a implementação do acordo não dependerá dos outros países do Mercosul.
O vice-presidente ressaltou que o acordo pode gerar mais empregos e investimentos no Brasil, além de fomentar investimentos europeus na região. Ele observou que a União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Brasil, com uma corrente comercial de US$ 100 bilhões no último ano.
Alckmin também destacou que a indústria de transformação brasileira exportou US$ 23,6 bilhões para a União Europeia, representando um aumento de 5,4%. Ele mencionou que 30% dos exportadores brasileiros vendem para o continente europeu, empregando mais de três milhões de trabalhadores.
O vice-presidente ainda afirmou que o acordo promove um comércio sustentável e estabelece compromissos no combate às mudanças climáticas, enfatizando que é um benefício mútuo.
Alckmin considerou que o acordo é particularmente relevante em um contexto geopolítico instável, ressaltando a importância do multilateralismo em vez do isolacionismo.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirmou a aprovação do acordo comercial com o Mercosul, classificando a decisão como histórica e ressaltando o compromisso com o crescimento e a proteção dos interesses dos consumidores e empresas da UE.



