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Alexandre de Moraes autoriza visita de Michelle Bolsonaro na Polícia Federal

© Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou a visita de Michelle Bolsonaro ao seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está detido preventivamente na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal. A visita foi permitida para ocorrer entre as 15h e 17h deste domingo (23).

A defesa do ex-presidente também solicitou a permissão para que seus filhos o visitassem. No entanto, o ministro Moraes não concedeu essa autorização sob a alegação de que a defesa não especificou quais filhos deveriam ser autorizados a realizar a visita. O magistrado indicou que a defesa deve complementar o pedido com as informações faltantes.

O ex-presidente Bolsonaro passará por audiência de custódia neste domingo, ao meio-dia. A audiência será conduzida por videoconferência, diretamente da Superintendência da Polícia Federal. O STF informou que a gravação da audiência não será divulgada.

O tribunal também comunicou que o prazo para a defesa do ex-presidente apresentar sua manifestação a respeito da violação da tornozeleira eletrônica termina às 16h30 deste domingo.

A prisão preventiva de Bolsonaro foi efetuada pela Polícia Federal no sábado, por determinação do ministro Alexandre de Moraes. Em sua decisão, o ministro mencionou um possível risco de fuga, considerando a tentativa de Bolsonaro de danificar a tornozeleira eletrônica e a convocação de uma vigília por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, nas proximidades da residência onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar.

Na sexta-feira (21), Bolsonaro utilizou um equipamento de solda para tentar remover a tornozeleira eletrônica, o que gerou um alerta para a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal, responsável pelo monitoramento do dispositivo. O ministro Alexandre de Moraes estabeleceu um prazo de 24 horas para que a defesa apresentasse sua justificativa sobre a tentativa de violação.

Anteriormente, na sexta-feira, a defesa do ex-presidente havia solicitado ao STF a concessão de prisão domiciliar humanitária, pedido que foi negado.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal relacionada à trama golpista. Os recursos finais das defesas precisam ser apresentados ainda neste domingo. Caso esses recursos sejam rejeitados, as prisões serão executadas.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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