Belém se tornou palco de discussões cruciais sobre o futuro do planeta, com a chegada de mais de 70 presidentes, chefes de governo e representantes de alto escalão de diversos países. A presença massiva de delegações estrangeiras, que ultrapassa uma centena de governos incluindo embaixadores e diplomatas, marca o início da Cúpula do Clima, um evento de grande importância que antecede a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), programada para novembro.
O objetivo central da cúpula é impulsionar e modernizar os acordos multilaterais, buscando soluções urgentes para a crise climática global. A programação intensa inclui plenárias temáticas sobre clima, natureza, florestas e oceanos, onde centenas de discursos de líderes de delegações são esperados.
O presidente brasileiro liderou a abertura da cúpula e promoveu um almoço oficial para lançar o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). O fundo busca auxiliar na manutenção das florestas tropicais, como a Amazônia, presente no Brasil e em outros oito países.
A Cúpula do Clima se apresenta como um catalisador político para as negociações que se estenderão pelas próximas semanas durante a COP30. A cada ano, um país anfitrião recebe o encontro, cuja principal missão é encontrar formas de efetivar a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), firmada em 1992 no Brasil, durante a Rio-92. Desde então, o objetivo primordial tem sido estabilizar a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera.
As COPs, iniciadas em 1995 na Alemanha, chegam à sua 30ª edição, marcando a primeira vez que o Brasil sedia o evento na Floresta Amazônica, bioma considerado vital para o equilíbrio climático do planeta.
A principal meta da COP é estabelecer medidas para limitar o aumento da temperatura global a 1,5ºC até o final do século, intensificando a implementação das decisões tomadas nas COPs anteriores, sobretudo o acordo firmado em Paris em 2015.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br




