Cheia de sonhos e coragem, Flávia Jesus da Purificação, 39 anos, deixou Santo Amaro, na Bahia, e recomeçou a vida em Macaé em 2019. O que começou com a venda de salgados no calçadão virou o Mini Mercado 22, no bairro Lagomar. Hoje, o negócio cresce com novo endereço e planos de expansão — impulsionado pela Moeda Social Macaíba.
“Fui a primeira a aderir e, desde então, 70% do faturamento vem da Macaíba. Ela me deu coragem para crescer”, contou Flávia, que também inspirou vizinhos a participarem do programa.
A história dela se repete em diferentes pontos da cidade. No distrito serrano, o comerciante Carlos Mário Ribeiro, 59 anos, dono do Novo Super Nosso, viu o faturamento aumentar 20% após aceitar a moeda. “A ideia de fortalecer o comércio local foi excelente. Chegamos a ampliar o horário e contratar mais funcionários”, afirmou.
No bairro Nova Holanda, o empresário Jhenison Cruz, 31 anos, dono do Supermercado Macaé, também comemora. “A Macaíba virou um Natal no fim de cada mês. Com ela, conseguimos preços melhores e mais empregos”, relatou.
Criada em 2023, a Macaíba é uma moeda social digital voltada ao pagamento do Programa Municipal de Transferência de Renda. Cada unidade equivale a R$ 1 e só circula dentro do município, entre os 1.836 estabelecimentos cadastrados. O benefício, que alcança mais de 15 mil famílias — cerca de 31 mil pessoas —, é pago por meio do Banco Macaíba, com agências no Centro, Barra e Córrego do Ouro.
Segundo o prefeito Welberth Rezende, a iniciativa fortalece o comércio e garante dignidade às famílias em vulnerabilidade. “A Macaíba marca a história do desenvolvimento social de Macaé”, destacou.
Crédito: Com informações da Prefeitura de Macaé.




