Os prefeitos de Quissamã e Campos dos Goytacazes, Marcelo Batista e Wladimir Garotinho, participaram, na manhã deste domingo (22), de uma visita técnica à Barra do Furado para apresentação do projeto do Complexo Logístico e Industrial Farol/Barra do Furado. O encontro contou ainda com a presença do presidente da BR Offshore, Ricardo Vianna, responsável pelo empreendimento.
O projeto prevê aporte privado de R$ 900 milhões para a instalação de um estaleiro destinado ao reparo e à reciclagem de embarcações, além de atividades de descomissionamento e desmontagem de plataformas. A expectativa é que as obras tenham início em 2026.
Localizado na divisa entre os dois municípios, o complexo deve gerar aproximadamente 2 mil empregos diretos e indiretos, além de movimentar a economia regional. A proposta reforça a cooperação institucional entre Quissamã e Campos dos Goytacazes em torno de uma iniciativa considerada estratégica para o Norte Fluminense.
Durante a agenda, o prefeito de Quissamã destacou que o projeto é aguardado há mais de três décadas e ressaltou o potencial de desenvolvimento para Barra do Furado e Farol de São Thomé. Segundo ele, o município tem atuado para oferecer o suporte necessário à implantação do empreendimento.
O prefeito de Campos dos Goytacazes também ressaltou a importância da união entre as administrações municipais para viabilizar a iniciativa, enfatizando que se trata de investimento integralmente privado, com impacto direto na geração de empregos e no fortalecimento da economia regional.
O presidente da BR Offshore apresentou os detalhes técnicos do estaleiro e informou que a prioridade será a contratação de mão de obra da região.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de Quissamã, Arnaldo Mattoso, o complexo representa a consolidação de um novo eixo econômico para os municípios, com potencial para ampliar a oferta de serviços, estimular negócios e diversificar a matriz produtiva local.
O Complexo Logístico Farol/Barra do Furado será implantado em área considerada estratégica, com acesso direto às principais plataformas da Bacia de Campos. O empreendimento também deverá funcionar como base de apoio para embarcações, contribuindo para ampliar a capacidade operacional do setor e reduzir entraves que impactam o desenvolvimento das atividades naval e portuária no país.



