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Onze diretores da Polícia Federal colocam cargos à disposição após afastamento de Andrei

Redação08/09/2026 às 15:09Redação08/09/26 15:09

Onze integrantes da direção da Polícia Federal colocaram seus cargos à disposição na tarde desta terça-feira (8). A reação ocorreu depois que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, afastou preventivamente o diretor-geral Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência, Leandro Almada.

Em manifestação conjunta, os diretores declararam apoio aos dois delegados e rejeitaram acusações de atuação não republicana. O grupo sustentou que as críticas dirigidas à cúpula da corporação seriam influenciadas por interesses político-eleitorais.

Colocar o cargo à disposição não significa exoneração automática. A permanência dos 11 diretores dependerá das decisões do diretor-geral em exercício, William Murad, que ocupava a função de diretor-executivo e era o segundo nome na hierarquia da PF.

Murad assumiu interinamente o comando depois que Rodrigues foi oficialmente intimado do afastamento. Em discurso pela manhã, manifestou confiança no diretor afastado e afirmou que a instituição atravessaria a crise com serenidade. Rafael Caldeira, então responsável pela Contrainteligência, passou a comandar provisoriamente a Diretoria de Inteligência.

A Segunda Turma do STF formou maioria para referendar a decisão de Mendonça, mas o julgamento foi interrompido por um pedido de vista de Gilmar Mendes. A cautelar permanece válida enquanto não houver nova decisão.

A AGU anunciou que contestará a medida, sob o argumento de que a escolha e a substituição do diretor-geral da PF integram as competências do Poder Executivo. O conflito ainda está em andamento e não há decisão definitiva sobre a permanência de Rodrigues no cargo.

Com informações do UOL e da Folha de S.Paulo.

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