O deputado estadual Douglas Ruas (PL) foi eleito, nesta quinta-feira (26), presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, em uma sessão extraordinária marcada por questionamentos da oposição e ausência de parte dos parlamentares.
Com a escolha, Ruas deve passar a ocupar também o cargo de governador em exercício do estado, conforme a linha sucessória. A função vinha sendo exercida temporariamente por Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.
A votação ocorreu poucas horas após ser convocada pelo então presidente interino da Casa, Guilherme Delaroli (PL). Dos 70 deputados estaduais, 47 compareceram à sessão, e Ruas foi eleito com 45 votos favoráveis, em votação aberta e por maioria absoluta.
As siglas de oposição — PSD, PDT, PT, PSOL, PSB, PCdoB e MDB — não compareceram à sessão e informaram que vão acionar a Justiça para questionar a eleição.
O pleito aconteceu em meio a um cenário político alterado pela renúncia do governador Cláudio Castro e pela cassação do deputado Rodrigo Bacellar. Diante desse contexto, o comando da Alerj passou a determinar também quem assume o governo estadual.
Após o resultado, o plenário registrou reações divergentes: enquanto parte dos parlamentares manifestou apoio, outros protestaram contra o processo de escolha.
A oposição não participou da votação e tenta anular o resultado na Justiça. Entre os questionamentos apresentados está o fato de a eleição ter sido realizada antes da recontagem dos votos determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral após a cassação de Bacellar.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro agendou para terça-feira (31) a retotalização dos votos, procedimento que pode modificar a composição da Alerj. Isso ocorre porque, com a anulação dos 97 mil votos recebidos por Bacellar, será necessário recalcular o quociente eleitoral — índice que define a distribuição das cadeiras entre partidos e federações.
Na prática, a recontagem pode não apenas substituir o parlamentar cassado, mas também alterar outras vagas, impactando diretamente a formação atual da Assembleia Legislativa.
Com informações de G1 e Tempo Real.




