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FMI elogia Pix e recomenda autonomia financeira ao Banco Central

© Bruno Peres/Agência Brasil

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reconheceu o Pix como um fator importante na transformação do sistema financeiro brasileiro, mas alertou que o Banco Central (BC) precisa de maior autonomia financeira e orçamentária para garantir sua supervisão diante da expansão do setor.

Essas informações estão no relatório de Avaliação da Estabilidade do Sistema Financeiro (FSSA), divulgado no dia 23. O documento foi elaborado em colaboração com o Banco Mundial e se baseia em missões técnicas realizadas no Brasil entre dezembro de 2025 e março de 2026.

O FMI destacou a resiliência do sistema financeiro nacional, mas apontou desafios como a falta de pessoal nos órgãos de supervisão e limitações legais. Também mencionou que o sistema de pagamentos instantâneos, como o Pix, facilitou a digitalização do mercado bancário e a inclusão financeira.

O relatório observou que os bancos digitais estão diminuindo a concentração no setor bancário e promovendo maior concorrência, resultando em taxas de crédito mais acessíveis. No entanto, o FMI alertou para o aumento dos riscos cibernéticos e recomendou o fortalecimento da governança do sistema de pagamentos.

O FMI enfatizou a necessidade de formalização da política de supervisão do Pix e de separação entre as funções operacionais e de fiscalização do Banco Central. Além disso, recomendou que o Brasil adote medidas para superar as restrições de pessoal nas agências reguladoras e conceda plena autonomia orçamentária ao BC.

O relatório também citou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65/2023, em análise no Senado, busca conceder essa autonomia financeira ao Banco Central. A PEC foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e aguarda votação no plenário.

O FMI concluiu que, apesar das recomendações, o sistema financeiro brasileiro continua sólido e preparado para enfrentar choques econômicos. O relatório ressaltou a importância de manter o regime de metas para a inflação e a continuidade das reformas estruturais.

Em resposta ao relatório, o Banco Central expressou satisfação e destacou que o documento contribui para o aprimoramento das políticas econômicas. O Ministério da Fazenda também comentou que o Brasil apresentou a segunda maior revisão positiva de crescimento entre as economias do G20.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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