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Jaques Wagner: PF aponta indícios de benefícios econômicos; senador afirma que não cometeu irregularidades

Foto: © Lula Marques/ Agência Brasil

A Polícia Federal apontou indícios de que o senador Jaques Wagner (PT-BA) teria recebido vantagens econômicas relacionadas a pessoas ligadas ao Banco Master. As informações fazem parte da investigação que fundamentou a nova fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar nega qualquer irregularidade e afirma que não é réu nem foi denunciado.

Segundo a apuração, um dos principais pontos investigados envolve um apartamento avaliado em cerca de R$ 2,45 milhões, em Salvador. De acordo com os investigadores, o imóvel teria sido adquirido por pessoas ligadas ao grupo econômico investigado após articulações envolvendo o banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.

A investigação também cita movimentações financeiras superiores a R$ 5,5 milhões destinadas a uma empresa administrada por familiares do senador. Para a Polícia Federal, os repasses fazem parte de um conjunto de operações que está sendo analisado para verificar a existência de benefícios indiretos ao núcleo familiar do parlamentar.

Além disso, a PF apura o uso de aeronaves custeadas por empresários ligados ao grupo investigado e o fornecimento de ingressos para eventos internacionais. Parte das informações foi obtida por meio da análise de celulares apreendidos durante etapas anteriores da operação.

Outro eixo da investigação envolve a atuação de Jaques Wagner em propostas legislativas relacionadas ao sistema financeiro. Os investigadores analisam se determinadas iniciativas apresentadas no Congresso poderiam ter beneficiado interesses ligados ao Banco Master. O senador contesta essa interpretação e afirma que sua atuação parlamentar sempre ocorreu dentro da legalidade e em defesa do interesse público.

Durante o cumprimento de mandados autorizados pelo STF, agentes federais apreenderam cerca de US$ 49 mil em espécie na residência do parlamentar, em Brasília. Wagner afirmou que os valores são provenientes de diárias recebidas em missões oficiais ao exterior e de recursos próprios devidamente declarados à Receita Federal.

Em nota, a defesa de Jaques Wagner destacou que ele não responde a processo criminal nem foi formalmente acusado. O senador também reiterou estar à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários.

Com informação da Agência Brasil.

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