A Justiça do Rio de Janeiro determinou o afastamento cautelar de Maurício Couto Cesar Junior, presidente da Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca) e servidor do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). A decisão inclui a autorização para mandados de busca e apreensão contra ele e outros servidores da autarquia.
O pedido para as medidas foi feito pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão a Sonegação Fiscal do Ministério Público do Rio (MPRJ). Foram autorizados 14 mandados, incluindo os de ex-dirigentes do Inea.
Os investigados são suspeitos de crimes como corrupção e prevaricação, que teriam ocorrido na concessão de licenças ambientais em desacordo com pareceres técnicos e normas legais.
As ações visam apurar irregularidades na concessão de licenças ambientais, com mandados cumpridos por agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência nesta terça-feira (7).
Segundo o MPRJ, decisões tomadas entre 2024 e 2025 favoreceram empreendimentos de alto impacto ambiental, ignorando questionamentos das áreas técnicas do Inea e do Ibama.
A Justiça também autorizou a quebra de sigilos de dispositivos eletrônicos e impôs restrições a Maurício Couto, proibindo seu acesso ao órgão e contato com outros servidores.
Na operação, um dos alvos foi preso por porte ilegal de arma, e foram apreendidos diversos equipamentos eletrônicos, dinheiro em espécie, euros e uma arma de fogo.
A chamada Operação Hidra de Lerna foi assim nomeada em referência à mitologia, simbolizando a corrupção no órgão.




