A situação da ex-deputada Carla Zambelli ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (16). A Justiça da Itália decidiu autorizar sua extradição ao Brasil em um dos processos que ela enfrenta — uma decisão importante, mas que ainda não encerra o caso, já que cabe recurso.
O pedido partiu das autoridades brasileiras e tem relação com um episódio que marcou as eleições de 2022. Na ocasião, Zambelli foi filmada perseguindo um homem armada pelas ruas de São Paulo, após uma discussão política. As imagens circularam amplamente e acabaram levando o caso ao Supremo Tribunal Federal, que a condenou por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal.
Enquanto esse processo avança, há outra frente jurídica em andamento. A defesa da ex-parlamentar tenta reverter uma decisão anterior da Justiça italiana que também autorizou sua extradição, mas em um caso diferente — ligado à invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça. Esse recurso ainda aguarda análise.
Desde que deixou o Brasil, em 2025, Zambelli passou por outros países até chegar à Itália, onde possui cidadania. Considerada foragida após condenação no Brasil, ela teve a extradição solicitada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF.
Atualmente, a ex-deputada segue presa em Roma. As autoridades italianas entendem que há risco de fuga, o que justifica a manutenção da prisão enquanto os desdobramentos judiciais continuam.
O processo ocorre dentro de um acordo firmado entre Brasil e Itália desde 1993, que prevê a cooperação na entrega de pessoas procuradas pela Justiça. No Brasil, além das condenações, Zambelli também perdeu o mandato parlamentar, após decisão do STF seguida de renúncia formal.
Com informação de G1.



