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Charanga do Flamengo é declarada patrimônio cultural imaterial do Estado do Rio de Janeiro

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, sancionou nesta quarta-feira (04) a lei que reconhece a Charanga do Flamengo como patrimônio cultural imaterial do Estado. A proposta foi apresentada pelo deputado estadual Rodrigo Amorim (União) e havia sido protocolada originalmente em 2022.

A medida oficializa o reconhecimento da relevância histórica e cultural da Charanga do Flamengo, considerada a primeira torcida organizada do futebol brasileiro. Criado em 1942, o grupo se tornou símbolo das arquibancadas e ajudou a consolidar uma nova forma de torcer no país.

Segundo o autor da proposta, o objetivo da lei é valorizar e preservar a memória de uma manifestação cultural que marcou a história do esporte no estado. Para Amorim, a iniciativa também busca proteger o legado social e cultural da torcida no cenário esportivo fluminense.

A Charanga do Flamengo foi fundada por Jaime Carvalho e fez sua estreia em 11 de outubro de 1942, durante uma partida entre Flamengo e Fluminense realizada no estádio das Laranjeiras. O grupo ficou conhecido por levar instrumentos musicais aos jogos, criando um ambiente festivo nas arquibancadas.

O nome “Charanga” surgiu a partir de uma referência do locutor Ary Barroso, da Rádio Tupi, que passou a utilizar o termo ao narrar a animação promovida pelos torcedores. Na época, a presença de torcedores uniformizados, bandeiras e bandas musicais ainda não fazia parte da rotina dos estádios brasileiros.

A iniciativa do grupo acabou influenciando a cultura das torcidas no país, contribuindo para transformar a experiência do público nos jogos de futebol.

Em julho de 2025, o Clube de Regatas do Flamengo também recebeu reconhecimento semelhante, sendo declarado patrimônio histórico, cultural e imaterial do Estado do Rio de Janeiro durante as celebrações dos 130 anos da instituição.

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