A segurança pública dominou os discursos de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL, em atos realizados na manhã deste sábado (22), no Rio de Janeiro. Os candidatos à Presidência apresentaram abordagens diferentes para enfrentar facções e recuperar territórios controlados pelo crime.
No Estádio Moça Bonita, em Bangu, Lula prometeu combater a criminalidade sem ações “pirotécnicas” e afirmou que pretende devolver à população as áreas dominadas por organizações criminosas. Também voltou a defender a criação do Ministério da Segurança Pública em um eventual novo mandato.
A proposta apresentada anteriormente pela campanha de Lula prioriza a coordenação entre União, estados e municípios, o compartilhamento de informações e a integração das forças policiais. O candidato não detalhou, durante o comício, prazos, custos ou a estrutura da nova pasta.
Lula participou do ato ao lado de Eduardo Paes, candidato ao Governo do Rio, e dos candidatos ao Senado Pedro Paulo e Benedita da Silva. Em um discurso de aproximadamente 40 minutos, também falou sobre educação, saúde, soberania nacional e investimentos na área de Defesa.

No Maracanãzinho, Flávio Bolsonaro concentrou o discurso no endurecimento das leis penais. Ele defendeu pena inicial de oito anos para roubo de celulares, classificação de facções como organizações terroristas, castração química para condenados por crimes sexuais e redução da maioridade penal em determinados crimes graves.
Flávio também afirmou que criminosos seriam retirados de circulação “em pé ou deitados”. A declaração foi feita durante o lançamento da candidatura de Douglas Ruas ao Governo do Rio. O presidenciável ainda prometeu manter o Bolsa Família e criar um programa chamado Minha Primeira Empresa, mas não apresentou detalhes sobre a iniciativa.
As propostas de Flávio relacionadas à maioridade penal, à classificação das facções e às punições por crimes sexuais dependeriam de mudanças na legislação e da aprovação do Congresso. A criação de um novo ministério, defendida por Lula, também precisaria ser formalizada por instrumento legal.
Os eventos mostraram duas estratégias eleitorais: Lula aposta em integração institucional, inteligência e coordenação federativa, enquanto Flávio concentra o discurso no aumento das penas e no enfrentamento direto ao crime organizado. Não há dados oficiais e independentes que permitam comparar com precisão o público presente nos dois atos.

Com informações de UOL, Folha de S.Paulo e CNN Brasil.




