O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de encontros bilaterais com os presidentes da Suíça, Guy Parmelin, em Genebra, e da França, Emmanuel Macron, em Évian, nesta segunda-feira (15). Ambos os encontros ocorreram no contexto da Cúpula do G7, que reúne as sete maiores economias do mundo.
Na reunião com Macron, que durou cerca de 40 minutos, os líderes abordaram a cooperação bilateral, com foco especial na defesa e no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub). Também discutiram o fortalecimento da parceria entre a Guiana Francesa e o Amapá, além do interesse francês em auxiliar o Brasil na área de supercomputadores.
Lula mencionou a criação da Unitaid, uma organização internacional voltada para a saúde global, que visa aumentar o acesso a medicamentos e tecnologias de saúde para países do Sul Global.
Durante o encontro com Parmelin, o comércio bilateral e a diversificação das exportações foram os principais temas. Ambos concordaram que o acordo Mercosul-EFTA representa uma oportunidade para ampliar o comércio em um cenário global de crescente protecionismo.
Os presidentes também decidiram expandir a cooperação em áreas como inteligência artificial, energia, saúde e defesa. Parmelin elogiou o Brasil pelo trabalho realizado na COP30 e pelos avanços no combate ao desmatamento.
Lula participa da Cúpula do G7 como convidado, de 15 a 17 de junho. O evento conta com a presença de países como EUA, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão. Durante a cúpula, Lula deve defender a ampliação da ajuda internacional a países em desenvolvimento e a reforma da governança global, com foco em instituições como a ONU e a OMC.
Além disso, o presidente discutirá temas relacionados ao crescimento econômico equilibrado e à inteligência artificial, abordando as oportunidades e riscos associados à tecnologia. Outros tópicos da cúpula incluem a proteção digital de crianças, combate ao narcotráfico, migração, câncer e minerais críticos.
Lula busca reforçar o multilateralismo em um contexto de tensões comerciais globais, que incluem críticas recentes dos Estados Unidos ao Brasil.




