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Macaé Energy 2026 discute desafios geopolíticos do setor energético

O evento Macaé Energy 2026, realizado no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho, teve início nesta terça-feira (17). O evento, que segue até quinta-feira (19), é um dos principais encontros do setor energético no Brasil, reunindo autoridades, especialistas, empresas e investidores.

A cerimônia de abertura contou com a presença do vice-prefeito Fabiano Paschoal e do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Rodrigo Vianna. O presidente do IBP, Roberto Ardenghy, e o diretor-geral da SLB, Thomas Filiponi, participaram de palestras mediadas pela gerente geral de Óleo, Gás, Energias e Naval da Firjan, Karine Fragoso.

Durante o primeiro dia, foram abordados temas estratégicos sobre o cenário global e seus impactos no setor de óleo, gás e energia. Ardenghy destacou o papel do Brasil em tempos de conflitos mundiais, além da importância da diversificação energética e da segurança do abastecimento.

Os debates também enfatizaram a necessidade de fortalecer novos mercados no país. Karine Fragoso mencionou as atividades de descomissionamento e revitalização de infraestruturas como essenciais para aumentar a produção em campos maduros e garantir a sustentabilidade das operações.

Ardenghy comentou sobre a concentração produtiva no cenário global do petróleo, onde os Estados Unidos lideram a produção com 13,2 milhões de barris diários, seguidos pela Rússia e Arábia Saudita. O Brasil ocupa a 8ª posição, com cerca de 3,4 milhões de barris diários.

Ele também ressaltou a importância estratégica da região do Oriente Médio, que responde por 31,1% da produção global de petróleo e 40% das exportações. Destacou ainda a vulnerabilidade do mercado às tensões geopolíticas, especialmente no Estreito de Ormuz.

No setor de gás natural, a liderança dos Estados Unidos e da Rússia é evidente, enquanto o Brasil ocupa o 30º lugar na produção mundial. O crescimento da produção de petróleo no Brasil tem sido impulsionado pela exploração do pré-sal e inovações tecnológicas.

A SLB, com 80 anos de atuação no Brasil, demonstrou seu compromisso com a transição energética e soluções sustentáveis. A empresa possui seis mil funcionários e várias bases operacionais no país.

Outro foco de discussão foi a Margem Equatorial brasileira, considerada uma nova fronteira exploratória promissora. A região, que se estende entre o Amapá e o Rio Grande do Norte, apresenta elevado potencial geológico e é vista como estratégica para garantir a segurança energética e atrair investimentos.

Fátima Facuri, CEO da Open Brasil, afirmou que a Macaé Energy já integra o calendário nacional de eventos do setor, enfatizando a importância do município no cenário energético do Brasil. O evento é patrocinado pela Prefeitura de Macaé, com apoio da Rede Petro-BC e organização da Firjan.

Fonte: https://www.macae.rj.gov.br

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