O Núcleo de Combate a Crimes Cibernéticos do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (CyberGAECO/MPRJ) ofereceu denúncia criminal contra 12 pessoas acusadas de envolvimento em um esquema de golpes virtuais e lavagem de dinheiro em Campos dos Goytacazes. Segundo a denúncia, o grupo teria dissimulado a origem e a movimentação de mais de R$ 120 milhões obtidos por meio de crimes patrimoniais, em especial estelionatos, no Estado do Rio de Janeiro.
De acordo com a inicial da ação penal, grande parte dos denunciados é integrante de uma mesma família suspeita de gerir fraudes pela internet. Entre as modalidades ilícitas estão a clonagem de cartões bancários, a criação de sites falsos para vendas online e outras formas de fraude digital.
O documento detalha que Werk de Azevedo Faria, em conjunto com a empresa WD Reciclagem Ltda, teria servido como elo entre os membros da família e outros envolvidos no esquema, incluindo Marllon Narcizo Faria, Daniel Narcizo Faria, João Victor Fernandes de Azevedo, Cristiano Benevides Vasconcellos e Alan de Azevedo Faria. Também figuram na denúncia Francisco Guilherme Ribeiro da Silva Junior e Carolina de Souza Carneiro Medeiro.
Segundo o MPRJ, Luiz Felipe Pessanha Aprigio é apontado como “braço direito” de um dos principais denunciados e teria atuado como “laranja”, assim como Jenipher de Almeida Costa, Matheus Machado Pinto e Dhonatan Tardin dos Santos, que teriam recebido e repassado recursos, além de registrar bens em seus nomes, ocultando a real propriedade.
A denúncia também salienta que os investigados adotaram estratégias para dificultar o rastreamento dos recursos, como fracionamento de transações e uso de empresas para conferir aparência lícita aos valores. Um dos casos destacados é o de Carolina Medeiro, que teria movimentado cerca de R$ 15 milhões entre 2019 e 2022, mesmo declarando renda mensal modesta, com picos de mais de R$ 6 milhões em um único mês de 2022.
O MPRJ encaminhou a denúncia ao Poder Judiciário, que deverá agora avaliar o recebimento da ação penal. Caso seja aceita, os denunciados passarão à condição de réus e seguirão no processo com direito ao contraditório e à ampla defesa.
Crédito: Com informações do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro




