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Natal com menos recursos: royalties de dezembro têm queda no Norte Fluminense

Os municípios produtores de petróleo do Norte Fluminense receberam, no fim de dezembro, os repasses de royalties com redução nos valores em relação ao mês de novembro, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A queda foi observada em diversas cidades da região e reforça o alerta para maior cautela no planejamento financeiro municipal.


O maior repasse regional foi destinado a Campos dos Goytacazes, que recebeu R$ 65,1 milhões, valor cerca de 1,6% inferior ao registrado no mês anterior. Apesar de liderar a arrecadação entre os produtores, o município também acompanha a tendência de oscilação nos recursos provenientes do petróleo.


Já Macaé recebeu R$ 35,7 milhões, montante que representa queda de 4,6% em comparação a novembro e aproximadamente 8% a menos do que em dezembro de 2024. O resultado evidencia o impacto direto das variações do mercado internacional do petróleo sobre a receita municipal.


Em São João da Barra, o crédito de royalties somou R$ 12,2 milhões, com retração em torno de 7% na comparação mensal. Mesmo com a presença do Porto do Açu, um dos principais empreendimentos logístico-industriais do país, o município também sentiu a redução nos repasses.


Quissamã recebeu em dezembro aproximadamente R$ 8,6 milhões em royalties, valor que representa queda em relação ao mês anterior, seguindo o movimento de retração observado entre os municípios produtores da região. A redução impacta diretamente o planejamento financeiro do município, que utiliza parte significativa desses recursos para manutenção de serviços públicos e execução de investimentos.


De acordo com especialistas do setor, a variação nos valores pagos aos municípios é influenciada por fatores como preço internacional do barril de petróleo, volume de produção, cotação do dólar e critérios de distribuição previstos na legislação. Esses elementos tornam a receita dos royalties altamente volátil, exigindo atenção constante das administrações públicas.


No cenário regional, a redução nos repasses reforça o debate sobre a necessidade de diversificação econômica no Norte Fluminense, diminuindo a dependência das receitas do petróleo e garantindo maior estabilidade fiscal a médio e longo prazo.

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