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Pedágio da BR-101 sobe para R$ 10,80 e pesa no bolso de motoristas do Norte Fluminense

Redação31/08/2026 às 12:41Redação31/08/26 12:41

Quem utiliza a BR-101 para circular pelo Norte Fluminense terá um novo custo a partir de setembro. A tarifa básica de pedágio para carros, caminhonetes e furgões passará de R$ 7,50 para R$ 10,80, atingindo diretamente moradores que usam a rodovia nos deslocamentos entre cidades da região.

O novo valor começa a ser cobrado à 0h do dia 9 de setembro de 2026. Na prática, serão R$ 3,30 a mais por passagem, o que representa alta de 44% sobre a tarifa atual.

O reajuste tem impacto especialmente relevante para quem circula com frequência entre Campos dos Goytacazes e municípios como Quissamã, Carapebus, Macaé e Conceição de Macabu, além de trabalhadores e estudantes que dependem da BR-101 diariamente.

Duas das cinco praças alcançadas pela nova tarifa ficam no Norte Fluminense: uma em Campos dos Goytacazes e outra em Conceição de Macabu. As demais estão instaladas em Casimiro de Abreu, Rio Bonito e São Gonçalo.

Para um automóvel que cruza uma praça de pedágio na ida e outra vez na volta, a despesa passa dos atuais R$ 15 para R$ 21,60. São R$ 6,60 adicionais em um único deslocamento de ida e volta.

Para quem faz esse percurso várias vezes durante o mês, a diferença se acumula. Em 20 dias de deslocamento, por exemplo, considerando uma passagem na ida e outra na volta por dia, o gasto sobe de R$ 300 para R$ 432 — R$ 132 a mais.

De acordo com a decisão da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a atualização considera componentes previstos na concessão da BR-101/RJ, incluindo reajuste de 4,97% relacionado ao IPCA e um degrau tarifário de 35% previsto no contrato repactuado.

A mudança ocorre em um corredor rodoviário estratégico para o Norte Fluminense. A BR-101 concentra deslocamentos entre municípios, transporte de cargas e viagens de trabalhadores que circulam diariamente pela região.

Com a nova tarifa, o impacto não ficará restrito às viagens ocasionais. Para moradores que precisam cruzar as praças regularmente para trabalhar, estudar ou acessar serviços em cidades vizinhas, o pedágio passa a representar uma despesa mensal ainda maior.

Com informação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

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