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PF aponta supostas vantagens a Cláudio Castro em investigação sobre a Refit

Redação04/09/2026 às 17:44Redação04/09/26 17:44
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Polícia Federal afirma ter identificado indícios de que o ex-governador do Rio Cláudio Castro recebeu vantagens indevidas em troca de medidas favoráveis à refinaria Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. Castro nega as acusações e afirma não ter praticado qualquer irregularidade.

As informações constam no relatório da segunda fase da Operação Sem Refino. O sigilo da investigação foi retirado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, permitindo a divulgação dos detalhes nesta sexta-feira (4).

Entre os benefícios apontados pelos investigadores estão uma degustação de caviar avaliada em R$ 10,5 mil, o pagamento de despesas relacionadas à residência de Castro na Barra da Tijuca e o uso de uma casa em Petrópolis. A PF menciona ainda uma adega de aproximadamente R$ 245 mil instalada no imóvel da Região Serrana.

Segundo a investigação, mensagens encontradas em celulares indicariam contatos do então governador com pessoas envolvidas na liberação de licenças ambientais. A suspeita é de que agentes públicos tenham atuado para beneficiar a refinaria e interesses empresariais ligados ao grupo investigado.

A defesa afirma que os imóveis possuíam contratos regulares, que os contatos com representantes da Refit foram institucionais e que o estado adotou medidas para cobrar dívidas da companhia. Sobre o caviar, sustenta que a encomenda pertencia a um amigo e foi consumida com autorização.

O relatório policial não representa denúncia nem condenação. A apuração continua, e os investigados têm direito ao contraditório e à presunção de inocência.

Com informações da Polícia Federal, da Agência Brasil e da Folha de S.Paulo.

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