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São Paulo registra 13 casos de sarampo e recomenda vacinação

Redação21/07/2026 às 16:01Redação21/07/26 16:01
© Tomaz Silva/Agência Brasil

São Paulo confirmou 13 casos de sarampo em 2026, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). Os casos foram identificados em bebês de até 1 ano e em adultos com idades entre 20 e 50 anos.

Desde junho, a SES-SP recomenda a aplicação da dose zero da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, em bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias que vivem nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

A dose zero deve ser aplicada seis meses antes da dose um e visa proteger recém-nascidos no primeiro ano de vida, uma vez que a primeira dose da vacina é normalmente administrada aos 12 meses.

A SES-SP ressaltou que a dose zero não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Após receber a dose zero, a criança deve seguir o esquema vacinal regular, recebendo a primeira dose aos 12 meses e a segunda, preferencialmente com a vacina tetraviral, aos 15 meses.

Crianças, adolescentes e adultos que não receberam as doses recomendadas devem procurar uma unidade de saúde para verificar sua situação vacinal e atualizar a caderneta.

A SES-SP alerta que o sarampo pode afetar diversas faixas etárias, tornando a vacinação essencial para interromper a circulação do vírus. A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), Tatiana Lang, destacou a importância da vacinação como a forma mais segura de prevenir a doença.

A população é incentivada a verificar a caderneta de vacinação das crianças e a buscar atualizações para adolescentes e adultos sempre que necessário. Informações sobre vacinação podem ser acessadas no portal https://www.vacina100duvidas.sp.gov.br.

O sarampo é altamente transmissível, com partículas virais que permanecem no ambiente deixado por indivíduos contaminados. O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfoury, alertou que o Brasil havia eliminado a doença em 2016 e 2024, mas casos esporádicos ainda podem ocorrer devido a surtos na América.

Kfoury enfatizou a necessidade de manter altas coberturas vacinais, idealmente acima de 95% com as duas doses, e a importância da vigilância para identificar e conter casos suspeitos.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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