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Sarampo no Rio de Janeiro: Saúde confirma segundo caso do Brasil em 2026

Foto: Adobe Stock

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro confirmou nesta quarta-feira (1º) um caso de sarampo no município do Rio. Segundo o órgão, a paciente é uma mulher de 22 anos, sem registro de vacinação, que trabalha em um hotel na cidade. Este é o segundo caso confirmado no Brasil em 2026.

De acordo com a pasta, após a notificação foram adotadas medidas de investigação, vacinação de bloqueio na residência da paciente, no local de trabalho e na unidade de saúde, além de uma varredura na área próxima à casa dela para identificar possíveis novos casos e ampliar a imunização. O Ministério da Saúde informou que acompanha a apuração em conjunto com as secretarias estadual e municipal.

O sarampo é uma doença viral de alta transmissão, com disseminação por vias aéreas. Entre os sintomas mais conhecidos estão manchas brancas na parte interna da bochecha, pintas vermelhas na pele, tosse persistente, irritação nos olhos e corrimento nasal. A doença também pode provocar febre, infecção nos ouvidos, pneumonia, diarreia, conjuntivite, perda de apetite e convulsões. Em situações mais graves, o vírus pode atingir as vias respiratórias e causar infecções no encéfalo.

Antes do caso registrado no Rio, o primeiro do país em 2026 havia sido confirmado em São Paulo, no dia 11, em uma criança de 6 meses, moradora da Zona Norte da capital paulista, com histórico de viagem para La Paz, na Bolívia, país que enfrenta surto ativo da doença. Como resposta, foi realizado bloqueio vacinal na região, com mais de 600 doses aplicadas entre janeiro e fevereiro.

A Secretaria Estadual de Saúde afirmou que os casos não mudam a condição do Brasil, que segue sem circulação endêmica do sarampo. Segundo o órgão, o país mantém esse cenário mesmo após a perda da certificação regional das Américas, em razão de surtos em países como Estados Unidos, Canadá e México. Ainda segundo a explicação oficial, em 2025 o Ministério da Saúde interrompeu a transmissão dos 38 casos importados registrados no país com ações de vigilância, vacinação e bloqueio.

A situação na Bolívia também tem sido acompanhada pelas autoridades brasileiras. Desde o ano passado, o país vizinho enfrenta um surto que preocupa especialmente áreas de fronteira, como Mato Grosso do Sul. Em 2025, o Brasil registrou ao menos 22 casos importados da Bolívia até agosto, com maior concentração no Tocantins.

A orientação das autoridades de saúde é que todo caso suspeito seja notificado e investigado imediatamente por causa do alto potencial de transmissão do vírus, principalmente entre pessoas não imunizadas. A vacinação continua sendo apontada como a principal forma de prevenção. A tríplice viral protege contra sarampo, rubéola e caxumba. Crianças de 6 a 11 meses podem receber a dose zero em situações de maior risco de exposição. A partir de 12 meses, o esquema prevê a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Pessoas de 5 a 29 anos devem ter duas doses da vacina, com intervalo mínimo de 30 dias. Já quem tem entre 30 e 59 anos deve ter uma dose, caso não possua comprovação de vacinação anterior. Profissionais das áreas de saúde, turismo, hotelaria, transporte, alimentação e educação devem manter o esquema vacinal completo, conforme orientação do Ministério da Saúde.

Com informação de g1

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