Equipes de resgate estão em busca de sobreviventes após dois terremotos que atingiram a Venezuela na semana passada. O número de mortos é próximo a 1.500, enquanto muitos ainda estão desaparecidos.
Os tremores ocorreram na quarta-feira e afetaram principalmente o estado de La Guaira, que já enfrenta uma crise política e econômica. Com a chegada de equipes de resgate estrangeiras, a situação se torna mais complexa.
A presidente interina Delcy Rodríguez anunciou que os esforços de resgate continuam e que as operações não serão suspensas. Ela informou que as aulas serão adiadas por uma semana e que 75% do fornecimento de eletricidade em La Guaira foi restabelecido.
O governo também expressou gratidão aos voluntários que ajudam na distribuição de donativos, mas impôs restrições ao acesso das estradas, visando facilitar a movimentação das equipes de emergência.
Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e irmão da presidente interina, declarou que o número de mortos aumentou para 1.450 e que 3.150 pessoas estão feridas. Além disso, 12.721 pessoas foram deslocadas e 774 prédios desabaram.
Familiares e voluntários têm atuado na remoção de vítimas dos escombros, enquanto mais de 2.600 socorristas estrangeiros chegam ao local. A escassez de equipamentos pesados tem sido um desafio, e as réplicas dos terremotos continuam a causar preocupação.
Um pai e seu filho foram resgatados com vida no domingo. O governo reporta centenas de desaparecidos, mas um site gerido pela oposição indica que cerca de 50 mil pessoas estão listadas como desaparecidas, uma leve redução em relação ao dia anterior.




