A Petrobras está focada em aumentar sua produção de petróleo para assegurar a segurança energética do Brasil, mesmo diante do aumento dos preços internacionais devido à guerra no Oriente Médio. A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que não há planos para mudanças abruptas nos preços dos combustíveis no país.
Em entrevista no Rio de Janeiro, Chambriard destacou que a empresa tem trabalhado para elevar a produção de derivados de petróleo, especialmente após o início do conflito no Irã. Os preços internacionais do petróleo, com o barril do Brent subindo de US$ 70 para mais de US$ 100, impactam o mercado brasileiro, que é um produtor de petróleo.
Para conter a alta no mercado interno, o governo federal implementou a isenção de tributos federais sobre combustíveis e subvenções econômicas para produtores e distribuidores. Desde o início da guerra, a Petrobras reajustou o preço do óleo diesel e do querosene de aviação, mas a gasolina não teve aumento.
Chambriard mencionou que a Petrobras monitora o preço da gasolina e a concorrência com o etanol, que teve queda recente. A estatal atende à demanda nacional, importando e exportando gasolina conforme necessário.
A diretora de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Angelica Laureano, afirmou que a decisão sobre um possível aumento no preço da gasolina não depende da aprovação do Projeto de Lei Complementar que busca reduzir tributos sobre combustíveis. Laureano garantiu que o preço atual está equilibrado.
A presidente da Petrobras também ressaltou o bom desempenho operacional da empresa, que teve um aumento de 16,1% na produção de óleo e gás no primeiro trimestre em relação ao ano passado. O Fator de Utilização Total das refinarias está acima de 100%, o maior desde 2014.
No primeiro trimestre de 2026, a Petrobras registrou um lucro de R$ 32,7 bilhões, um aumento de 110% em relação ao trimestre anterior, embora tenha havido uma queda de 7,2% em comparação ao mesmo período do ano passado. Os investimentos totalizaram R$ 26,8 bilhões, um crescimento de 25,6% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
A dívida da Petrobras alcançou US$ 71,2 bilhões, um aumento de 10,8% no trimestre.




