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Deolane na mira: Fantástico revela o passo a passo das investigações

A prisão da influenciadora e advogada Deolane Bezerra continua repercutindo em todo o país após o Fantástico, da TV Globo, divulgar neste domingo (24) novos detalhes da Operação Vérnix, investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil contra um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo informações apresentadas pelo programa e por veículos nacionais, a investigação começou ainda em 2019 após a apreensão de bilhetes escritos à mão dentro de uma penitenciária em Presidente Venceslau, no interior paulista. Os manuscritos mencionavam movimentações financeiras, integrantes da facção e possíveis operadores responsáveis pela circulação do dinheiro.

A partir dessas informações, investigadores passaram a monitorar empresas e movimentações bancárias consideradas suspeitas. O nome de Deolane surgiu durante a análise do celular de Ciro Cesar Lemos, apontado como um dos operadores financeiros ligados à transportadora investigada no caso.

De acordo com a investigação, a empresa Lado a Lado Transportes, também chamada de Lopes Lemos Transportes, seria utilizada como estrutura de fachada para movimentar recursos atribuídos à cúpula do PCC. As autoridades afirmam que depósitos fracionados e transferências em espécie eram usados para dificultar o rastreamento da origem do dinheiro.

O Fantástico também revelou que os investigadores identificaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com os rendimentos declarados por alguns investigados. Segundo a apuração, Deolane teria recebido mais de R$ 1 milhão em depósitos fracionados entre 2018 e 2021, modelo conhecido pelas autoridades como “smurfing”, técnica utilizada para pulverizar valores e evitar alertas automáticos do sistema financeiro.

Além de Deolane, a operação teve como alvos Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC, seu irmão Alejandro Camacho, Everton de Souza, conhecido como “Player”, além de Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. Parte dos investigados estaria fora do Brasil e passou a integrar alertas internacionais da Interpol.

Segundo a Justiça de São Paulo, a investigação também aponta a existência de dezenas de empresas registradas em um mesmo endereço e sem atividade operacional identificada. O MP-SP afirma que essas empresas seriam utilizadas para ocultação de patrimônio e circulação de dinheiro investigado.

A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 300 milhões em bens, contas bancárias e veículos ligados aos investigados. Somente em nome de Deolane, cerca de R$ 27 milhões teriam sido bloqueados durante a operação.

A defesa da influenciadora afirma que ela é inocente, nega qualquer ligação com organizações criminosas e sustenta que os valores recebidos possuem origem legal. Os advogados também criticam a exposição pública do caso e afirmam que irão contestar as acusações na Justiça.

A operação segue em andamento e novas diligências não estão descartadas pelas autoridades.

Com informações de Fantástico/TV Globo, Folha de S.Paulo, CNN Brasil, g1, Agência Brasil e Veja.

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