O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou seis policiais penais e outras seis pessoas por tráfico de drogas e por facilitarem a entrada ilegal de celulares em unidades prisionais de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.
Nesta quinta-feira (07/05), a Polícia Civil cumpre 12 mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão nos presídios Dalton Crespo de Castro e Carlos Tinoco da Fonseca, além de endereços ligados aos investigados em Campos, Rio de Janeiro, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Duque de Caxias e Cabo Frio.
As investigações conduzidas pelo GAECO/MPRJ e pela Polícia Civil começaram após o assassinato do ex-policial penal Marcelo Aparecido de Lima, morto a tiros em abril de 2025, no bairro Parque Santa Clara, em Campos. A partir da análise de aparelhos celulares ligados à vítima, os investigadores identificaram a atuação de uma organização criminosa com estrutura hierárquica definida e divisão funcional de tarefas.
Segundo o Ministério Público, os policiais penais denunciados utilizavam as prerrogativas dos cargos para viabilizar o ingresso de drogas e celulares nas unidades prisionais. Em troca, recebiam vantagens financeiras e participação nos lucros obtidos com a comercialização dos materiais ilícitos dentro dos presídios.
As investigações apontam ainda que quatro envolvidos seriam responsáveis pelo abastecimento da rede criminosa, enquanto dois custodiados atuavam no fracionamento e na venda interna das drogas e aparelhos celulares.
Além das prisões preventivas, a 3ª Vara Criminal de Campos determinou o afastamento dos policiais penais das funções e a suspensão do porte de arma de fogo.
Com informação do MPRJ.




