O governo brasileiro não irá restabelecer o subsídio de R$ 0,35 por litro do diesel, que foi suspenso em julho. A confirmação foi dada pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, durante a apresentação do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas.
Moretti explicou que a alta nos preços do petróleo, que se aproximam de US$ 100 por barril, ainda não causou impacto significativo nos preços internos para justificar a volta do benefício. O ministro ressaltou que o subsídio atual de R$ 1,12 já gera um custo fiscal alto para a União.
Embora tenha descartado o retorno do subsídio ao diesel, o governo decidiu manter outros benefícios. O subsídio de R$ 1,12 ao diesel e o de R$ 0,44 à gasolina, prorrogado por mais 30 dias, permanecem em vigor. A subvenção da gasolina tem um custo estimado de R$ 1,3 bilhão por mês, enquanto o auxílio ao diesel representa cerca de R$ 5,5 bilhões mensais.
Após o acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, o governo havia iniciado a retirada gradual dos subsídios, mas a retomada dos conflitos no Oriente Médio pressionou os preços internacionais do petróleo. Até junho, o governo desembolsou R$ 14,55 bilhões para mitigar os efeitos da alta internacional sobre os preços internos dos combustíveis.
Moretti também comentou que o impacto das despesas adicionais será considerado na próxima revisão das contas públicas. Para este ano, a previsão de superávit primário é de R$ 10,8 bilhões, com a meta de gastos estabelecida em 0,25% do PIB, equivalente a R$ 34,3 bilhões.
O governo mantém um bloqueio de R$ 17,9 bilhões em despesas para cumprir o limite de gastos, mas até o momento não foi necessário realizar cortes adicionais por falta de receitas.






