PUBLICIDADE

Operação da PF em Cabo Frio investiga uso de diplomas falsos para formação de vigilantes

Uma operação da Polícia Federal movimentou Cabo Frio na manhã desta quarta-feira (27). A investigação apura um esquema de certificados escolares falsos usados para tentar liberar registros profissionais de vigilantes na Região dos Lagos.

Batizada de Operação Libellum Falsum, a ação cumpriu mandados de busca e apreensão em Cabo Frio e também na cidade de Monteiro, na Paraíba. Segundo a PF, o foco é desarticular um suposto esquema envolvendo documentos escolares irregulares apresentados por alunos ligados a uma escola de formação de vigilantes da cidade.

As investigações começaram após pedidos de emissão de certificado profissional serem negados pela Polícia Federal em Macaé. O motivo foi a falta de comprovação da escolaridade mínima exigida para atuar na área de segurança privada.

Dias depois da negativa, a escola teria apresentado novos documentos afirmando que os alunos haviam concluído o ensino médio por meio de uma instituição localizada na Paraíba. O que chamou a atenção dos investigadores foi a rapidez da suposta conclusão escolar, já que alguns candidatos inicialmente nem possuíam o ensino fundamental completo.

De acordo com a PF, os documentos tinham aparência regular, incluindo reconhecimento de firma e registros publicados oficialmente. Mesmo assim, depoimentos e inconsistências levantaram suspeitas de fraude.

Alunos ouvidos durante a investigação afirmaram que provas teriam sido enviadas por celular e realizadas fora das datas registradas nos certificados. Outros disseram não saber informar quais matérias teriam cursado.

Uma das pessoas investigadas relatou que teve um diploma emitido em seu nome sem sequer ter frequentado aulas ou autorizado matrícula.

O Conselho Estadual de Educação da Paraíba informou que a instituição investigada não possuía autorização para oferecer ensino a distância para alunos de fora do estado. Após fiscalização, a unidade teve as atividades suspensas por irregularidades.

A PF também descobriu que outros diplomas da mesma instituição estavam sendo apresentados em processos ligados à formação de vigilantes na região de Macaé.

Os envolvidos podem responder por crimes como falsidade ideológica e uso de documento falso.

Com informações da Polícia Federal.

Leia também

PUBLICIDADE