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Cristo Redentor apresenta tapete de patchwork no Corpus Christi

© Guilherme Silva

No Corpus Christi de 2026, o Santuário do Cristo Redentor, localizado no Morro do Corcovado, no Rio de Janeiro, apresentou uma novidade: tapetes confeccionados com a técnica de patchwork. Esse método utiliza diversos retalhos de tecido para criar composições com diferentes cores e estampas.

Após a celebração religiosa, os tapetes serão expostos em locais e datas ainda a serem anunciadas.

A montagem dos tapetes é uma tradição católica que remonta ao século 13, quando os fiéis decoravam as ruas por onde passava a procissão do Santíssimo Sacramento.

A confecção dos tapetes foi realizada por mulheres em situação de vulnerabilidade social de diversas localidades da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, incluindo Seropédica, Nova Iguaçu e Rocinha, por meio de projetos do Consórcio Cristo Sustentável.

Os tapetes começaram a ser montados na madrugada de quinta-feira (4), após dois meses de trabalho em 25 oficinas do projeto. Mais de 300 quilos de tecido foram arrecadados para a criação do mosaico.

Às 6h30 da manhã, o arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta, presidiu a Adoração e Bênção do Santíssimo Sacramento, onde os tapetes foram expostos.

Nos últimos dois anos, o Santuário tem buscado materiais sustentáveis para a confecção dos tapetes. Em 2024, os tapetes foram feitos com borra de café, serragem e casca de ovo, além do sal. Os desenhos representaram os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e obras da Igreja Católica.

Após a celebração, os resíduos dos materiais foram enviados para compostagem, transformando-os em adubo.

No ano seguinte, em 2025, foram utilizados cerca de 460 quilos de tampinhas plásticas, promovendo a economia circular. Os resíduos foram triturados e utilizados na produção de bancos de madeira plástica.

A artesã Maria Luíza dos Santos Souza, de 51 anos, participou da confecção dos tapetes e destacou a inovação da técnica de patchwork. Ela acredita que foi a primeira vez que essa técnica foi utilizada nesse tipo de produção.

Maria Luíza já havia trabalhado com materiais tradicionais, como sal e café. Para ela, Corpus Christi representa a santidade de Jesus. Ela se envolveu no projeto por meio da ONG Colo de Mãe, parceira da Casa Sol.

O gestor e educador ambiental do Consórcio Cristo Sustentável, Marcos Martins, afirmou que o tapete deste ano convida à reflexão sobre a preservação da espiritualidade e a transformação da realidade através de pequenas ações.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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