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Tartarugas-cabeçudas são documentadas na Baía de Guanabara

Redação25/04/2026 às 16:55Redação25/04/26 16:55
© Stefan Kolumban/Divulgação

Tartarugas-cabeçudas foram avistadas novamente na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, atraindo a atenção de pesquisadores e pescadores. O reaparecimento pode fornecer novos dados sobre o comportamento da espécie, que está ameaçada de extinção.

Registros mais frequentes das tartarugas na baía começaram a ser feitos em 2024, através do Projeto Aruanã, que visa a conservação das tartarugas marinhas no litoral fluminense. Em 18 de abril, pescadores e pesquisadores marcaram dois indivíduos que foram encontrados em currais de pesca, um evento considerado inédito.

A tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) geralmente habita áreas oceânicas e se alimenta de crustáceos. A presença dessas tartarugas em águas internas ainda está sendo analisada. A bióloga Larissa Araujo, do Projeto Aruanã, mencionou que relatos anteriores eram esporádicos e sem registros sistemáticos.

Larissa assinalou que a principal hipótese é que as tartarugas estão encontrando boas condições de alimentação na baía. O projeto está planejando uma nova fase de monitoramento com transmissores via satélite para entender as rotas e áreas de permanência das tartarugas.

Apesar da disponibilidade de alimento, a região apresenta riscos à sobrevivência das tartarugas, como poluição, colisões com embarcações e captura acidental. A coordenadora do projeto, bióloga Suzana Guimarães, afirmou que ainda não é possível estabelecer uma ligação direta entre o reaparecimento das tartarugas e uma melhora na qualidade ambiental da baía.

Suzana também comentou que, embora a poluição persista, a biodiversidade da Baía de Guanabara ainda é significativa. O monitoramento envolve a colaboração de pescadores e moradores, que informam sobre avistamentos. Quando as tartarugas ficam presas em currais, são marcadas e avaliadas antes de serem soltas.

O interesse em tartarugas-cabeçudas aumentou após o caso de Jorge, um macho que viveu 40 anos em cativeiro na Argentina e foi reabilitado. Após a soltura, ele foi monitorado e surpreendeu ao entrar na Baía de Guanabara, gerando um senso de conservação entre a população local.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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